|
Na periferia do município catarinense de Passo de Torres, na divisa com o Rio Grande do Sul, cerca de vinte famílias vivem na Sanga da Madeira, comunidade que tem como vizinhos a rodovia SC 450 ao norte e o rio Mampituba ao sul.
Desde janeiro, quatro famílias da comunidade começaram a cultivar jardins diferentes. Ao lado das flores e plantas decorativas, estão os elementos que podem garantir maior segurança alimentar e qualidade de vida: verduras, hortaliças e temperos.
No pequeno espaço de 3m x 2m, Jurema Santos de Matos, mãe do Valdinei (4), Valdir (10) e Valdirene (7), planta chicória, salsinha, cebolinha, alface, tomate, morango, couve, manjericão e orégano. Alguns metros adiante do lote, começou o que pode vir a ser um pomar na beira do Mampituba, com as frutíferas pitangueira e bergamoteira.
A dona de casa conta que pretende ampliar a horta e que sua alimentação melhorou um pouco. Antes não comia verduras. Hoje consome – ainda sem muita regularidade - alface, salsinha e cebolinha, principalmente. As crianças pegam o tomate do pé e comem direto, pois não tem agrotóxico e até as vizinhas e parentes são beneficiadas: Dei alface para a Regina, para a dona Irma, pra Angela e para a minha tia Lúcia, conta Jurema, com uma pontinha de orgulho, revelando talvez que nas hortas urbanas se cultive mais que alimentos, mas também a autoestima.
A implementação das hortas na Comunidade da Sanga da Madeira integra as metas do projeto do Centro Ecológico denominado Soluções Ambientais para Problemas Sociais, patrocinado pela Petrobras.
|