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Em função do desgaste do solo causado por longos anos de uso de cultivo, alguns agricultores do Litoral Norte do Rio Grande do Sul ainda vêem no desmatamento e na queima de áreas de capoeira uma alternativa para continuar produzindo.
No entanto, usando técnicas de implantação e manejo de Sistemas Agroflorestais é possível recuperar uma área degradada e voltar a produzir.
Mostrar essa possibilidade foi o ponto alto do módulo 1 do Curso de SAfs e Produção de Açaí na Mata Atlântica, realizado no dia 4 de maio na comunidade de Boa União, em Três Forquilhas.
Os 19 participantes analisaram a situação de suas propriedades, comparando as práticas que estão adotando até agora com os princípios do manejo agroflorestal. A partir desta conversa foram estimulados a estudar de que forma poderiam melhorar a produtividade implementando técnicas que além de legais, evitam que mais gases de efeito estufa sejam lançados na atmosfera.
Além de agricultores o curso teve a participação de professoras e alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Alberto Schütt.
Esta atividade de capacitação foi organizada pela Associação de Mulheres Agricultoras Comunitárias para o Desenvolvimento de Três Forquilhas (Amadecom) e viabilizada pelo projeto Produção de Açaí para Geração de Renda e Preservação da Mata Atlântica, implementado pelo Centro Ecológico com recursos do Banco Mundial.
Está prevista a realização de pelo menos mais dois módulos, sendo um deles a visita a uma propriedade onde os Safs e a produção de açaí já estejam consolidados.
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