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No Dia da Mata Atlântica, 27 de maio, duas turmas do segundo ano do Ensino Médio da Escola Jorge Lacerda, de Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, visitaram a propriedade agroecológica da família Strege Evaldt, em Morrinhos do Sul, onde mais de cem espécies são cultivadas harmonia com a natureza local.
Começando pelo quintal agroflorestal, os alunos e alunas eram estimulados pela professora de Biologia Eni Spode a identificar angiospermas e pteridóferas. Na passagem pelas hortas o desafio era reconhecer os tubérculos através das folhas.
A última atividade da manhã foi entrar na agrofloresta onde são produzidos banana, açaí de juçara e outras frutíferas. Ali as trilhas castigaram as pernas e enlamearam os tênis de marca. Sem contar o ataque dos mosquitos que não deixavam passar em branco pernas e braços que não estivessem bem cobertos por roupas. Mesmo assim, munidos com câmeras digitais e inseparáveis celulares sem serviço, os alunos e alunas iam fotografando tudo: carambolas, bergamotas, jaboticabas, juçaras e aranhas.
Visita à agroindústria
Na parte da tarde as turmas visitaram a Agroindústria Ecológica Morro Azul, em Três Cachoeiras, onde foram recebidos por Rosimere e Anelise Becker. As agricultoras e empresárias falaram sobre a história da Associação dos Colonos Ecologistas da Região de Torres (Acert), que neste ano está completando duas décadas. A conversa abriu ainda outras perspectivas sobre a relação entre alimentação e meio ambiente, economia e sociedade, levantando questões sobre associativismo, organização social e consumo responsável.
O dia de campo dos estudantes foi viabilizado através do projeto Produção de Açaí para Geração de Renda e Preservação da Mata Atlântica, implementado pelo Centro Ecológico com recursos do Banco Mundial.
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