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Em janeiro de 2009, quatro famílias da Sanga da Madeira, na periferia do município sul-catarinense do Passo de Torres, começaram a cultivar hortas em casa. Em pouco tempo, espaços com não mais de quatro por três metros começaram a produzir chicórias, beterrabas, couves, alfaces, tomates, manjericão, salsa, cebolinha, manjericão e orégano.
Estas verduras, temperos e hortaliças - que não faziam parte dos hábitos alimentares da comunidade -, passaram a ser consumidos não só pelos moradores que produzem, mas também por vizinhos e parentes. E o melhor: nas versões ecológicas, sem venenos ou adubos químicos. O solo é enriquecido com resíduos orgânicos e grande parte da organização das hortas é feita com a reutilização de pneus descartados.
Um ano e sete meses depois, quinze famílias da Sanga da Madeira e localidades próximas estão integradas no processo de produção de alimentos ecológicos para consumo próprio.
“A concentração é na comunidade. É melhorar a condição ambiental das 30 famílias da Sanga da Madeira, com hortas e sistemas de saneamento básico ecológico. As outras comunidades e pessoas interessadas entram na questão da Soberania Alimentar” , esclarece Ana Luiza Meirelles, da equipe técnica do Centro Ecológico.
A agrônoma é responsável pela gestão do projeto Soberania Alimentar e geração de renda no Litoral Norte do Rio Grande do Sul e Sul de Santa Catarina. São os recursos deste projeto apoiado pela organização Heifer Internacional que viabilizam o acompanhamento técnico semanal das hortas, de forma a manter as famílias motivadas, com mudas, sementes, instalação de palanques e telas.
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